Judaísmo Messiânico

O judaísmo é uma das religiões mais conhecidas do planeta, pois se julga que ela foi á percursora do Cristianismo, religião esta que foi fundada por Jesus Cristo, anos depois de sua entrada na vida pública. Por falar nisso, Jesus, desde a sua infância com seus pais até a sua morte na cruz, foi criado utilizando os preceitos judaicos. 

Apesar da suma importância do judaísmo para o espectro cristão, o Cristianismo é, de longe, uma religião maior que o judaísmo, sendo a maior religião, inclusive, do grande espectro existente (são contabilizados mais de 3 mil religiões) .

Assim como o Cristianismo, o judaísmo pode ser dividido em várias vertentes, cada uma com sua peculiaridade e característica. E, uma dessas vertentes é o Judaísmo Messiânico, que é o tema do nosso artigo de hoje. Aqui, você vai conhecer um pouco mais sobre a história do judaísmo messiânico, bem como algumas informações interessantes sobre essa vertente. Vamos lá?

A Definição de Judaísmo Messiânico

O judaísmo messiânico tem por definição como uma vertente judaica que sua essência está devida na aceitação de que Yeshua era, de fato, o messias esperado por todos os judeus. Para quem não sabe, Yeshua nada mais seria que o próprio Jesus Cristo, sendo que os judeus sempre rechaçaram a hipótese de que Jesus era o salvador prometido pelos profetas e por Deus para salvar o mundo do pecado, tanto é que o crucificaram e o levaram à morte.

Logo depois da morte de Jesus – para ser mais preciso, dois séculos depois- os nazarenos e os ebionitas eram a minoria judaica que tinham atribuído a Jesus o título de messias. Entretanto, esses mesmos povos não aceitavam que Jesus era uma figura divina, cabendo a ele os mesmo papeis dos profetas anteriores à ele. E, os gentios que desejassem entrar para a vida judaica teriam que se converter aos costumes e práticas dos judeus.

No entanto, o judaísmo, por si próprio, acreditava num messias que seria enviado por Deus, e que este seria descendente do Rei Davi. Por ora, os judeus acreditaram que o messias a vir seria mais forte e poderoso como Davi, que iria governar a Terra com mãos de ferro. Como já se conhece a história, Jesus não teve nenhum desses luxos, tampouco usou da força para levar a palavra de Deus ao povo. Sempre muito simples, prezou pela pobreza e pela humildade. Até mesmo em seu leito de morte onde, depois de crucificado, Jesus pediu a Deus que perdoasse todos os seus algozes pois, em seu entendimento, nenhum deles sabia o que fazia. 

No início do judaísmo messiânico e, consequentemente, do cristianismo, Jesus foi creditado como o messias enviado por Deus. Vale ressaltar que todos os seus apóstolos eram judeus que não abandonaram suas práticas judaicas depois da criação do cristianismo; apenas colocaram Jesus como messias a ser seguido e respeitado, tanto pelos cristãos, quanto pelos judeus “reformados”.

Com a queda do Império de Herodes, o maior algoz de Jesus Cristo enquanto este vivia na Terra, e o início da Diáspora, evento esse que causou a dispersão de judeus para vários locais da Galileia depois da fatídica destruição de Jerusalém no ano de 70 d.C, os cristãos, assim como os judeus, espalharam-se pelo território romano. Depois dessa dispersão, os cristãos resolveram se desvencilhar dos propósitos judaicos, por argumentarem que não estavam mais agindo de acordo com o Concílio de Jerusalém, ações fundadas na Torá. Aliado a isso, práticas pagãs começaram a fazer parte da vida de alguns desses judeus, o que contribuiu ainda mais para esse rompimento. A partir daí, que os primeiros movimentos começaram a acontecer para a formação do Cristianismo como ele é hoje.

Apesar da quebra que aconteceu entre os judeus e cristãos, a convivência entre o judaísmo e o jovem cristianismo mantiveram certa harmonia, que perdurou até a adoção do Cristianismo como religião oficial do Império Romano, que se deu no ano 325 d.C., quando o império já se encontrava em uma irreversível decadência. Com o passar dos anos e o fortalecimento da igreja cristã, a pressão para que os judeus se convertessem ao cristianismo foi crescendo. Muitos cristãos fervorosos, com o tempo, começaram a acreditar que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus, seu Messias e queriam, a todo custo, impor a religião cristã a eles como forma deles se salvarem do pecado cometido. 

O judaísmo messiânico, então, surgiu discretamente entre os cristãos. Era uma espécie de vertente religiosa que aceitava Jesus como um verdadeiro messias enviado por Deus à Terra, mas que não abria mão dos costumes e crenças provindas do judaísmo. O movimento judaico original, no entanto, retaliava o judaísmo messiânico, por conta de suas posições que são consideradas “cristãs” demais. Tamanho é esse reconhecimento que o Estado de Israel tem como posição considerar o judaísmo messiânico não como uma vertente judaica, mas sim cristã.

Já no século XIX, surgiu o movimento judaico messiânico moderno. Apesar de ter surgido nesse século, em 1718 já havia movimentos similares acontecendo. O escritor John Toland, em sua obra denominada “Nazarenus”, disse que os cristãos existentes entre os judeus deveriam guardar a Torá. No século XIX, então, nasceu a primeira congregação judaica-messiânica do mundo, localizada na Inglaterra (mais precisamente, no ano de 1886). Logo depois, o movimento espalhou-se pelo mundo, chegando aos Estados Unidos em 1915. 

O atual movimento judaico messiânico moderno define-se como uma vertente essencialmente judaica, fundado por judeus para judeus, apesar de não ser reconhecido por muitos como tal. Muitos dizem que isso acontece pelo movimento ser confundido com os “Judeus para Jesus” que tinha por objetivo apenas a conversão de judeus para o cristianismo, o que não acontece no movimento messiânico.

O movimento tem apoio maciço de várias instituições evangélicas que, em suas celebrações, passaram a incorporar alguns costumes, como o uso de musicas e canções com letras em hebraico, típicos do judaísmo, além de usar outros símbolos que possam fazer com que os messiânicos sejam reconhecidos como judeus, de fato.

Como já dito, o Ministério do Interior de Israel os consideram cristãos, e não judaicos. 

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Categoria(s) do artigo:
Religiões

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