Sikhismo

A religião é um dos assuntos mais complexos para se tratar no mundo hoje. Isso porque, a religião está profundamente enraizada entre as pessoas. Tamanha é a presença religiosa que, mais da metade da população mundial acredita em alguma seita ou doutrina religiosa, contribuindo para isso o fato de que mais de 3000 religiões existe na sociedade, cada uma com a sua característica e ideologia diferente uma das outras.

Desse vasto leque de religiões, a que mais se destaca é o cristianismo, seguida pelo Islamismo, que também tem um grande número de fieis e é a religião que mais cresce atualmente, seguida, um pouco mais de longe, pelo hinduísmo.

O Cristianismo, segundo estimativas, reúne mais de 2,2 bilhões de fieis, o que equivale a mais de 30% da população mundial. O Islamismo concentra pouco mais de 1,7 bilhão de pessoas, e esse número vem crescendo ano após ano. Como já dito antes, essa é a religião que mais cresce em números. O Hinduísmo fica com pouco mais de 850 milhões de fieis mundo afora.

Embora o Cristianismo seja uma das religiões mais conhecidas do globo, outras fazem relativo sucesso em algumas regiões, como a asiática, local esse que concentra a maioria da população do planeta. E o Sikhismo é uma delas. No nosso artigo de hoje, iremos falar um pouco mais sobre essa religião, bem como algumas informações bastante interessantes sobre essa doutrina religiosa. Vamos lá?

O Sikhsmo

Em português, “siquismo”, o Sikhsmo é uma religião de ordem monoteísta que foi fundada nos idos do século XV pelo Guru Nanak, na região do Punjabe, local que está dividido entre dois países, que são o Paquistão e a Índia.  A religião siquista é normalmente tratada como o resultado de um sincretismo que ocorre entre características do islã e do hinduísmo, mas que, independentemente, também apresenta elementos originais que fazem com que a religião se apresente como uma versão alternativa e redutora às outras religiões que possuem pontos em comum.

Como já é sabido, a história do siquismo tem início com Nanak, que era um filho de um homem cuja casta era a pertencente à guerreira/governante, onde o futuro guru nasceu, no ano de 1469, na parte norte da Índia. Influenciado por homens santos de religiões típicas indianas, Nanak tinha uma forte crença em uma divindade superior e percebeu que as religiões utilizavam nomes diferentes para a mesma divindade. Ele decidiu chamar, então, por “Sat Nam”, que significa nada mais do que “nome verdadeiro”. Inicialmente, parecia que a intenção do futuro Guru Nanak era a de misturar tanto o islamismo quanto o hinduísmo, onde o prefixo Sikh remetia à discípulo. Por conta de algumas características, a religião fundada pelo Guru Nanak possuí algumas características em comum com o hinduísmo e o sufismo, sendo esse último um ramo do Islamismo. No entanto, as “alegações de resposta divina” são colocadas pelo Siquismo como uma revelação que veio diretamente de Deus para a religião do siquismo.

Até mesmo a palavra Guru, que passou a anteceder o nome de Nanak, tem fundamentos religiosos. Isso porque, Gu significa “escuridão” e, Ru, significa luz.  Ou seja, os que são adeptos dessa doutrina religiosa argumentam que o guru nada mais é do que a luz que afasta as trevas, sejam elas quais forem. Mas, como o sentido da palavra treva (que é escuridão) se apresenta primeiramente ao invés da palavra “luz”, o mais correto a se fazer nesse caso, portanto, é “a escuridão que se apresenta como luz”.

Como já dito anteriormente, “sikh” nada mais significa do que discípulo, mas, segundo a religião siquista, tal palavra tem significado ainda mais forte para os fieis, que é “discípulo forte e sagaz”. Basicamente, a ideologia seguida pela religião determina a existência de apenas um Deus, e que a vida deva ser pautada nos ensinamentos dos Dez Gurus siquistas, que estão reunidos no livro sagrado para os praticantes dessa religião, que se chama Guru Granth Sahib, sendo que, o nome que é homenageado por esse livro corresponde ao que os fieis acreditam que foi o décimo-primeiro e último Guru a governar a doutrina religiosa.

Assim como as religiões cristãs e as outras que aceitam uma divindade maior, a religião siquista credita á Deus a criação de tudo e de todos, além de que Deus é um ser sem forma definida e também eterno, impossibilitando o trabalho de se captar toda a essência Dele no dia – a – dia de orações.  Ele é, portanto, o responsável por criar a vida e, sobretudo, o mundo inteiro, e, por conta disso, é dever da humanidade amá-lo incondicionalmente e, também, prestar reverência sempre que possível.

Essa religião mostra, ainda, que os seres humanos estão separados de Deus por conta do egocentrismo humano que os afasta das benevolências divinas.  Por conta desse egocentrismo, segundo a religião, os humanos ficam por um bom tempo presos no ciclo do renascimento e, portanto, não conseguem obter a libertação, sendo que essa libertação significa a união com Deus, que só se concretizará quando, como já dito, o egocentrismo humano for deixado de lado.

Os karmas são métodos utilizados pelos fieis da religião de Nanak, no qual ações positivas, tanto para si quanto para os outros podem contribuir para o crescimento do vínculo entre Deus e os homens, além, é claro, de colher resultados positivos no futuro e, também, conseguir o progresso espiritual. A mesma lógica vale para os que praticam ações negativas, mas, obviamente, sem a positividade e amizade presentes nas ações positivas. Além disso, segundo a religião, quem pratica ações negativas pode vir a reencarnar em posições que não são consideradas boas, como em uma planta ou animal, por exemplo.

Os Números do Sikhismo

Como já dito, o Sikhismo é uma religião oriunda da porção asiática do planeta,  e, segundo dados, mais de 23 milhões de pessoas no mundo todo são adeptos da prática, sendo que, desses 23 milhões, quase 20 milhões deles estão concentrados na Índia. Mas isso não impede a atuação da religião em outros lugares, que contam com bases em países como Estados Unidos, Canadá, outros países europeus etc.

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Categoria(s) do artigo:
Religiões

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