Santa Ângela de Mérici

Ângela de Mérici (1474-1540) era uma devota freira católica italiana. Ela fundou a Ordem de Santa Úrsula, local dedicado para educar meninas. Foi canonizada como santa em 1807. Continue acompanhando e saiba mais sobre a vida de Santa Ângela de Mérici.

O Início de Vida de Santa Ângela de Mérici

Ela nasceu em 21 de março de 1474 em Desenzano, uma pequena cidade na costa do Lago de Garda, na região da Itália conhecida como Lombardia. Quando tinha apenas 10 anos de idade, Ângela e sua irmã mais velha ficaram órfãs, então foram viver com seu tio em Salo. Lá, elas levavam uma vida católica tranquila e devota. Após a morte prematura de sua irmã, Ângela ficou triste com o fato de que ela não teve a oportunidade de receber seus últimos sacramentos e estava preocupada com sua salvação eterna.

Inspirada pelo Espírito Santo decidiu dedicar-se ao Senhor e dar a sua vida em serviço da Igreja para ajudar a todos a crescer mais perto da religião. Ainda muito abalada, ela orou a Deus para revelar o estado da alma de sua irmã falecido. Em uma visão, ela pode ver a irmã estava no céu com a companhia dos santos. Com isso, tornou-se cada vez mais devota e se juntou à Terceira Ordem de São Francisco, onde também se comprometeu a permanecer virgem consagrada, abandonando o casamento com um homem para se casar com o Senhor e Sua Igreja.

A Dedicação às Jovens Meninas

Quando Ângela tinha 20 anos de idade, seu tio morreu e ela voltou para Desenzano. Ela, então, descobriu que na sua cidade natal havia muitas meninas jovens que não tiveram nenhuma educação e viviam sem esperança. Seu coração foi tocado por essa notícia. Ela também se tornou angustiada por sua ignorância e chateada com os pais que a não tinham educado em relação à religião.

Inspirada pelo Espírito Santo, Ângela se convenceu de que havia grande necessidade de fazer algo para ensinar essas jovens. Então, abriu sua própria casa para elas e começou a ensiná-las sobre a fé católica cristã. Por seu exemplo e instrução, ela as ensinou a orar e participar da vida sacramental da Igreja. Ângela evangelizou e catequizou estas jovens, abrindo-as para a vida das graças de Deus.

Outra visão do Senhor revelada a Ângela dizia que ela deveria fundar uma instituição com outras virgens consagradas para se dedicar ainda mais à formação religiosa das jovens. Estas mulheres tinham pouco dinheiro e nenhum poder, mas foram unidas por sua dedicação à educação e compromisso com Jesus Cristo.

Vivendo em suas próprias casas, as meninas se reuniam para orar e Ângela sempre dizia que todos deveriam refletir que, na realidade, elas tinham tem uma maior necessidade de atender [os pobres] do que eles tinham do serviço oferecido. Seu trabalho deu tão certo, que ela recebeu um convite da cidade vizinha, Brescia, para estabelecer uma escola semelhante lá.

O Milagre da Visão de Ângela

Em 1524, ela teve a oportunidade de viajar para a Terra Santa. Durante a viagem, ela foi subitamente atingida pela cegueira, enquanto estava na ilha de Creta. Isso não a impediu de continuar a viagem com o mesmo entusiasmo se estivesse enxergando normalmente. Ela fez toda a peregrinação e visitou os santuários sagrados.

Na viagem de volta para casa, sua visão foi milagrosamente restaurada enquanto ela estava orando diante de um crucifixo no mesmo lugar onde ela havia ficado cega. O Senhor mostrou a Ângela, através desta experiência, que ela nunca deve fechar os olhos para as necessidades que via ao seu redor.

O Convite do Papa Clemente VII

Durante o ano de Jubileu em 1525, Ângela viajou a Roma para obter a graça especial da indulgência plenária oferecido a todos os peregrinos cristãos. O Papa Clemente VII tinha ouvido falar dela e de sua grande santidade. Ele observou seu maravilhoso sucesso como uma mestra religiosa para as jovens e convidou-a para ficar em Roma. Ângela era humilde, não gostava de publicidade e gentilmente recusou a generosa oferta.

Embora ela tenha recusado, o pedido do papa lhe deu a inspiração ou o impulso para tornar o seu pequeno grupo em algo mais formal. Embora nunca tenha sido reconhecida formalmente como uma ordem religiosa quando ela era viva, a Ordem de Santa Úrsula foi o primeiro grupo de religiosas a trabalhar fora do claustro e se tornou a primeira ordem de ensino para mulheres na Igreja Católica.

A Ordem de Santa Úrsula

Em 25 de novembro de 1535, Ângela reuniu 12 jovens virgens e estabeleceu a Ordem das Ursulinas em uma pequena casa perto da Igreja de Santa Afra em Brescia. Seu objetivo era elevar a vida familiar através da educação cristã para as mulheres, que seriam futuras esposas e mães.

A comunidade fundada era diferente de muitas das ordens religiosas femininas que existiam na época. Ela acreditava que era importante ensinar as meninas em suas próprias casas, junto de suas famílias. Uma de suas frases favoritas era: “Desordem na sociedade é o resultado de doença na família.”

Embora as mulheres da comunidade não usassem um hábito religioso e não tivessem um voto formal, Ângela escreveu uma regra de vida para aquelas que viveriam e serviriam na comunidade de mulheres. Elas deveriam se comprometer a viver uma vida consagrada de celibato, pobreza e obediência, vivendo essa regra dentro de suas próprias casas. Este foi o primeiro grupo de mulheres consagradas a trabalhar fora de um claustro formal ou convento, e se tornou a primeira ordem de ensino das mulheres na Igreja Católica. A comunidade continuou existindo como um instituto secular até anos após a morte de Ângela.

As ursulinas abriram escolas e orfanatos e, em 1537, Ângela foi eleito Mãe e Mestra do grupo. O grupo foi oficialmente aprovado pelo Papa Paulo III em 1544 e as Ursulinas se tornaram uma comunidade religiosa reconhecida de mulheres com um ministério de ensino.

A Morte de Santa Ângela de Mérici

Antes de sua morte, Ângela tranquilizou suas irmãs que estavam com medo de perdê-la. Ela disse que após sua partida iria amar e fazer ainda mais o bem do que na vida terrena. Santa Ângela de Mérici morreu em 27 de janeiro de 1540. Foi vestida com um hábito franciscano e enterrada na Igreja de Santa Afra em Brescia.

Ela foi beatificada em 30 de abril de 1768 pelo Papa Clemente XIII e canonizada em 24 maio de 1807 pelo Papa Pio VII.

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Categoria(s) do artigo:
Santos

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