Pecado Imperdoável

A religião é um assunto mundialmente discutido, visto a sua importância nos dias atuais. Muitas são as doutrinas e seitas que se denominam religiões (mais de três mil). Com um vasto leque de religiões existentes no globo atualmente, uma se destaca, que é o Cristianismo, maior religião, que tem uma fatia de mais de 30% da população mundial (ou, para ser mais exato, 2,2 bilhões de pessoas). 

Apesar de haver outras religiões grandes, como o Islamismo e o Budismo, o Cristianismo ainda sai na frente, com várias filiais por todo o mundo, com vários templos, incluindo, ainda, o maior templo mariano do mundo, que é e a Basílica Nacional de Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, interior de São Paulo.

Já que estamos falando do Cristianismo, nada mais justo do que falar de algumas características dessa religião, que também pode ser comum em outras doutrinas. E, uma dessas características é o pecado. Nesse artigo, vamos falar um pouco mais sobre o que é o pecado, as suas consequências e, além disso, iremos abordar também sobre o pecado que é imperdoável.

Definição de Pecado

O termo “pecado” é designado como qualquer ato ou ação que venha desrespeitar as leis ou desagradar a Deus. Como, por exemplo, a passagem da Bíblia que relata a criação do mundo e do ser humano. Deus criou o céu e a terra, e o povoou com animais e vegetação. Pegou um pouco de barro, modelou o homem à sua imagem e deu o nome a ele de Adão. No outro dia, de uma costela de Adão, surgiu Eva, a primeira mulher.

Deus disse a eles que pudessem usar tudo o que estava presente no Jardim do Éden, que é o Paraíso, para o seu sustento. A única proibição era se alimentar da fruta proibida. Mas, tentados pelo demônio, acabaram comendo a fruta e, por fim, foram expulsos do paraíso. Tal desobediência à ordem de Deus pode ser considerada um pecado e, a consequência dele foi a expulsão do casal do paraíso, o surgimento da vergonha da nudez, entre outros.

Segundo a bíblia, o indivíduo que comete algum pegado transgride a lei, já que o pecado é, nada mais nada menos, o transgressor da lei. No judaísmo, outra religião que adota Deus como ser de todas as coisas, mas não considera Jesus como Messias, acredita-se que o desrespeito de uma lei divina pode ser considerado um pecado, e que ele não é inerente ao ser, mas sim um fato ou uma ação. Dizem, ainda, que o homem é totalmente responsável pelos seus pecados, visto que ele goza de extrema liberdade e vontades, cabendo a ele controlar as tentações que sempre surgem. 

Já o catolicismo, a maior das três vertentes cristãs existentes no mundo, acusa o pecado de ser um ato “mal” e é considerado um abuso à liberdade em que os cristãos vivem. Além disso, a repetição de tais pecados no cotidiano do cristão pode levar a vícios, que sempre estão ligados com um dos sete pecados capitais. A Igreja Católica também diz que, quem ajuda a outra pessoa a pecar, também tem responsabilidade no ato, sendo considerada pecadora da mesma forma. Para os católicos, existem três tipos de pecados, são eles:

Pecados Veniais: São aqueles que têm natureza extremamente grave, podendo até ser comparados com os pecados mortais. A diferença é que os atos foram cometidos sem qualquer conhecimento ou sem total consentimento por parte da pessoa que cometeu o pecado. Dessa forma, o pecado pode ser absolvido normalmente por um padre (mas, o mais recomendado, é que seja feito por um bispo). 

Pecados Normais: Estes são aqueles pecados corriqueiros. São todos causados pela desobediência de Adão e Eva ao comerem o fruto proibido. Por conta disso, todos os homens que nasceram depois deles são pecadores, até que a unção do batismo é cedida a eles, passando a serem filhos de Deus, continuando pecadores, mas sempre buscando não pecar.

Pecados Mortais: São os pecados mais graves, segundo a Igreja Católica.  Isso porque, geralmente, o pecador têm consciência plena do que está fazendo. Por conta disso, ele passa a ser muito perverso, e, se o pecador resolver arrepender-se do que cometeu, deverá ser perdoado por um bispo ou pelo próprio Papa, dependendo da gravidade de tal ato.

Uma observação é que, se uma pessoa julga ser livre de pecados, ela comete outro pecado, já que dizem que todos os homens possuem pecado. Cabe a eles o evitarem, não o excluírem de suas vidas. 

Pecado Imperdoável

Os pecados imperdoáveis, também conhecidos como pecados eternos, são os pecados que não podem ser perdoados nem por padres, por bispos e nem pelo Papa, sendo que a pessoa seria impossibilitada de ser salva. Segundo a Bíblia, não existe nenhum pecado que seja passível de não se ter perdão; contudo, há apenas um: Que é protestar ou blasfemar contra o Espírito Santo. No entanto, o seu sentido literal é raramente discutido.

Segundo o Cristianismo, por causa do sacrifício de Jesus Cristo, que foi a sua morte na cruz para salvar a todos os homens, é possível que qualquer pecado cometido possa ser perdoado por meio dos sacerdotes.

O Catolicismo Cristão salienta, no entanto, que a blasfêmia cometida contra o Espírito Santo pode ser, sim, imperdoável. O limite de perdão divino não existe, mas quando se começa a duvidar da benevolência divina; acreditar que a maldade humana supera a bondade divina, sem querer arrepender-se pelos pecados; ter resistência em conhecer a verdade;  inveja do próximo, seja por um feito ou por algo alcançado; a vontade de não reconhecer o arrependimento de um pecado ou quando o pecado se prende e a pessoa deixa de acreditar que o bem existe nela, pode ser condenada a nunca ser salva.

No entanto, a Igreja ressalta que não há praticamente nada que a unção do batismo ou o ato de confissão possam ajudar, e, se a pessoa for impossibilitada de receber o perdão, ela deve sempre acreditar, secretamente, que o perdão virá. 

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Categoria(s) do artigo:
Religiosidades

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