Evangelhos Apócrifos

O que são evangelhos apócrifos? Qual é a controvérsia sobre sua autenticidade? Eles são encontrados na Bíblia? A resposta para essas e outras questões você confere no decorrer do artigo.

O Que São Evangelhos Apócrifos?

O termo “apócrifo” significa escondido, espúrio ou esotérico. Mas, o que as duas últimas palavras significam? Elas querem dizer que eles são de autenticidade questionável.

A palavra grega para apócrifos significa “aquelas coisas que estão escondidas”. Por exemplo, há uma “Carta à Laodicéia” que supostamente foi escrita pelo Apóstolo Paulo, embora isso nunca tenha sido provado conclusivamente. Há também uma “Epístola de Barnabé” na mesma situação, juntamente com muitos outros.

Durante o século 16, muitos dos evangelhos apócrifos que chamamos foram consideradas falsos e não bíblicos. Durante o longo processo do esforço da igreja primitiva para canonizar a Bíblia, muitos dos livros ou cartas não se classificaram por causa de sua precisão questionável ou por terem sido escritos por outros apóstolos.

Se um livro ou carta na Bíblia não foi escrito pelos apóstolos originais, eles eram considerados heréticos e não inspirados por Deus. O termo apócrifo se refere aos livros que não estão na Bíblia como a conhecemos hoje. 

Os Evangelhos Apócrifos São Livros Perdidos da Bíblia?

Uma coisa que os cristãos de hoje podem contar é que a Bíblia é constituída pela palavra de Deus. Foi Ele quem inspirou os apóstolos a escrever tudo o que é dito no livro sagrado. Historiadores, arqueólogos, paleontólogos e outros pesquisadores descobriram que a Bíblia é 100% exata e verdadeira. A mesma coisa não pode ser dita dos livros apócrifos que não fazem para dela.

Alguns afirmam que há livros da Bíblia que foram perdidos e, recentemente, foram descobertos, como é o caso do Evangelho Perdido de Judas. Existe até um Evangelho de Maria. Dizem que, até mesmo, o Antigo Testamento tem partes que estão faltando, que são os livros apócrifos de Tobias, Judite, Macabeus, o primeiro e segundo livro de Esdras e muitos outros. Estes livros foram perdidos porque foram rejeitados pela igreja no passado.

Os livros apócrifos contradizem os evangelhos oficiais, eles variam de ensinamentos de Paulo e doutrina bíblica, e eles são fortemente gnósticos. Os gnósticos eram um grupo de crentes que se sentiam privilegiados por conhecerem uma verdade que não era para todos. A palavra gnóstica é de origem grega e significa “aprendizado ou conhecimento”. Os gnósticos acreditavam que o conhecimento é o caminho para a salvação e que ele permite que a alma escape do mundo material. Eles afirmam que Jesus é a encarnação de um ser supremo que trouxe este conhecimento para a terra e ensinavam que o mundo material era ruim e distante de Deus.

Estes livros nunca foram realmente perdidos e muitos vieram a tona centenas de anos depois, quando os apóstolos já tinham morrido. Um dos testes para os livros do Novo Testamento é que eles foram originalmente escritos pelos apóstolos que foram ensinados diretamente por Jesus. O Evangelho de Marcos, que não era um apóstolo, é conhecido por ser um testemunho ocular de Pedro. Muitos dos evangelhos apócrifos ou perdidos não estavam realmente perdidos, mas na realidade foram rejeitados. Se eles foram “perdidos” foi por causa de sua obscuridade, devido à sua exclusão da Bíblia.

Por Que os Evangelhos Apócrifos Foram Rejeitados?

De acordo com estudiosos, o Evangelho de Judas é um evangelho perdido e é considerado como apócrifo. Ele seria um dos livros destinados ao Novo Testamento. Neste “evangelho”, Judas afirma que ele foi instruído a trair Cristo. É difícil acreditar que Judas estava apenas obedecendo a vontade de seu mestre quando traiu Jesus com um beijo.

Este livro afirma que Jesus se casou com Maria Madalena, teve filhos e, até mesmo, diz que as mulheres não iam para o Céu sem antes se transformar em um leão. Segundo o evangelho perdido de Judas, isso seria um pré-requisito para as mulheres entrarem no céu, pois elas não estavam aptas para entrar no paraíso. 

Esta afirmação do evangelho foi encontrada por volta de 1970 e é fortemente considerada como gnóstica. Os fundadores da igreja primitiva lutavam tenazmente contra esse movimento de gnosticismo que ensinava que a salvação vinha somente através do conhecimento. Isso contradiz o verdadeiro evangelho que diz que Jesus é o único caminho.

O maior problema d a confiabilidade do Evangelho de Judas foi que o manuscrito foi traduzido de forma desonesta. Por exemplo, a tradução de National Geographic dede historiadores afirma que Judas era para ser “separado para a geração santa”, enquanto a tradução real do texto diz que Judas era para ser “separado da geração santa”. A pequena diferença muda completamente o sentido da frase, já que uma afirma que ele deveria fazer parte da geração santa e outra diz completamente o contrário.

Há muitas outras razões pelas quais estes livros nunca tenham sido canonizados pela igreja primitiva. Os quatro Evangelhos canonizados possuem afirmações que discordam deste Evangelho de Judas. 

Outro livro apócrifo é o Evangelho de Maria. Este livro ficcional afirma ser inspirado pela Palavra de Deus, e é famoso por ter sido a grande inspiração para o best-seller “O Código Da Vinci”. O Evangelho de Maria também contradiz os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Estes textos foram posteriormente denunciados por líderes cristãos ortodoxos e foram recusados a entrada na Bíblia. Os livros apócrifos não foram aceitos pela igreja cristã original, porque os primeiros membros da igreja eram principalmente judeus e eles não viam esses livros como parte da sagrada escritura de Deus.

Estes livros apócrifos não foram autenticados por fatos históricos reais também. Eles entram em conflito com as doutrinas tradicionais da salvação, a pessoa de Jesus, seus ensinamentos e sua vida como registrados nos quatro evangelhos. Eles contêm erros e imprecisões geográficas e históricas, estão cheios de heresias, e muitas das coisas registradas nesses livros nem sequer são mencionados em qualquer lugar do Antigo e Novo Testamento.

A conclusão é que os livros apócrifos não devem fazer parte da Bíblia e que eles não devem ser considerados como ensinamentos ou tomados como doutrina da Igreja que Jesus Cristo edificou. Se Paulo estivesse aqui hoje, certamente ele diria que estes são falsos evangelhos e que não contam a verdade sobre os ensinamentos de Deus. 

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